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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Deu na Imprensa - SIM: A favor da divisão por Carajás

O Pará dividido será mais forte. Como explicar essa teoria? É a maratona diária que o presidente da Frente pela Criação do Estado do Carajás, deputado estadual João Salame Neto, 49 anos (PPS), percorre por todas as regiões paraenses para tentar convencer os indecisos sobre como votar no plebiscito de 11 de dezembro e também modificar os que estão convencidos do contrário. A frente é denominada Por um Pará mais Forte. João Salame é paraense. Jornalista e empresário, casado e pai de três filhos, reside em Marabá e exerce o segundo mandato como deputado estadual - e é um dos mais árduos defensores da criação do Estado do Carajás: “Estou absolutamente convencido de que não há motivo para votar contra a divisão. A divisão vai fortalecer as três regiões, Pará remanescente, Carajás e Tapajós”, assegura o parlamentar, alegando, entre outros aspectos , que os recursos destinados ao Pará aumentarão para todos os municípios, e que reduzindo o território será mais viável administrar as políticas públicas. Veja a seguir a entrevista concedida ao DIÁRIO:

P: Sabemos que a maior parte do eleitorado que vai votar no plebiscito reside no nordeste paraense. Como convencer essa massa de que a divisão não será prejudicial para o Estado-mãe, como o senhor defende?

R: Se após os estudos que estão sendo realizados pelo IPEA se chegar à conclusão de que a criação dos Estados do Tapajós e Carajás será prejudicial ao povo paraense, eu mesmo mudo minha opinião. Mas eu estou absolutamente convencido de que não há motivo para votar contra a divisão. A divisão vai fortalecer as três regiões, Pará remanescente, Carajás e Tapajós.

P: Como uma divisão pode ser benéfica?

R: O debate até agora foi mal conduzido. O que deve prevalecer nos debates é a eficiência das políticas públicas e se há recursos para implantar essas políticas. Com o Pará atualmente como está, há condições de o Estado ser presente em todas as regiões? Já criando três governos, teremos muito mais possibilidade de essas políticas chegarem às três regiões. E teremos mais dinheiro para enfrentar esse desafio, que é enorme. Há muita hipocrisia no debate.

P: De que forma?

R: Leva-se em consideração a fronteira, mas fronteira é invisível. O povo não come fronteira.

P: Mas define a arrecadação, não é?

R: Sim, neste caso define a atuação do Estado. Mas o importante é que todos continuaremos a ser brasileiros.

P: O senhor também sempre comenta que o debate das frentes contrárias à divisão é hipócrita quando se refere ao aumento do número de cargos políticos com a criação dos dois Estados...

R: Sim, isto é pura hipocrisia. Serão apenas mais 36 cargos políticos, mais dois governadores, dois vices e uns sete conselheiros de contas para cada Estado. Em compensação, terão mais cerca de cinco mil professores, três mil médicos, quatro mil policiais, e é claro que a sociedade é quem ganha com isso. Só para ter uma ideia, no sul do Estado atualmente há um policial para cada 787 habitantes. Em Belém, essa proporção é de um policial para cada 217 habitantes. O governo do Pará já gasta com pessoal o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O governador Simão Jatene tem boa vontade, mas se aumentar o número de servidores, incorre em crime de responsabilidade fiscal. Essa situação é muito difícil de resolver com o Estado deste tamanho. Vou citar um exemplo: a região do Bico do Papagaio no início dos anos 1980 era a mais violenta do País. Com a criação do Tocantins, o Estado chegou e a situação mudou. Atualmente há médicos, professores, policiais no local. O Estado se faz presente. O Tocantins continua pobre, mas ninguém lá pensa em voltar a ser o que era.

P: O senhor alega que haverá mais recursos com a divisão. De que forma? Como se faz esta equação?

R: Em agosto, o Idesp concluiu estudo revelador sobre os três Estados. Uma das principais revelações é o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Em 2010, o FPE do Pará, já sem o Fundeb, atingiu R$ 2.3 bilhões. Acre e Amapá, as duas menores federações da Amazônia, receberam R$ 1.3 bilhões cada. Se dividir, ficarão três Estados. Então, levando em consideração o FPE do Acre, por exemplo, que é o mais baixo, teríamos R$ 3,9 bilhões para Pará, Tapajós e Carajás. Aparentemente, o Pará perderia R$ 1 bilhão, mas levando em consideração o custo e investimento no sul do Estado em 2010, que foi de R$ 1.5 bilhões, deixaria também de ter este gasto e aí teria mais dinheiro para investir no Pará remanescente. É uma conta simples, lógica. Outro aspecto do estudo do Idesp aponta que a arrecadação do ICMS aumentará em R$ 130 milhões ao ano somente na capital. Para todo o Pará, a capacidade de investimento para 2011 é de R$ 200 milhões. Aumentará em quatro vezes mais, o que significa muito mais poder de investimento. Ananindeua terá R$ 28 milhões a mais por ano, Castanhal, R$ 11 milhões, só pra citar os maiores municípios.

P: É esse o argumento mais forte que as frentes usam na campanha na mídia?

R: Sim, é um argumento muito forte. O povo não é burro. Entende o que significa ter mais dinheiro para investimentos públicos. É uma questão de reengenharia, de equação, que significa poder público mais próximo para investir. Tenho convicção de que quem defende o sim pelo Carajás e pelo Tapajós não muda de posição. Mas o contrário pode. Todos sabem que as experiências de divisão no Brasil deram certo. No Tocantins há seis mil quilômetros de rodovia pavimentada, onde não havia sequer um antes da criação deste Estado. O PNAD aponta que 96% dos lares do Tocantins têm água encanada. No sul do Pará, há municípios cuja distribuidora é a Saneatins. Não conseguimos garantir nem água encanada pra população. Goiás é um exemplo de Estado que perdeu um pedaço de território para formar o Tocantins. Na época era a 14ª economia do País, hoje é a 9ª. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também estão melhores que antes da divisão. O Mato Grosso não queria dividir, assim como a população da região nordeste paraense. Hoje é um Estado bem mais rico. E o Amapá continua pobre, mas ninguém lá quer voltar a ser Pará.

P: Já há também projeto de lei no Congresso Nacional para recriação do território do Marajó. O que o senhor acha disso?

R: Tudo que significar mais proximidade com o poder eu sou a favor. O Pará que vai restar ainda será maior que São Paulo, que o Paraná. O que vai prevalecer é a capacidade de industrialização, de gestão dos portos, como Espadarte, em Curuçá, em Barcarena. E neste aspecto, como Marabá não tem por onde escoar sua produção, terá que usar os portos paraenses.

P: Os custos da criação de novos Estados representam entraves no convencimento dos eleitores para criação de Carajás e Tapajós?

R: Esta argumentação também é falsa. O governo do Pará gastou em 2010 R$ 650 milhões para manter a máquina administrativa no Tapajós e R$ 800 milhões no Carajás. Vamos ter no máximo 50 homens públicos nestas duas regiões. Gasto com médicos, professores, policiais é investimento. Eu estou convicto de que o plebiscito será favorável à criação dos novos estados, que o povo paraense vai compreender a necessidade da implantação do Tapajós e Carajás e que na eleição de 2014 já haverá eleição para os novos governos dos dois novos Estados.

P: Muitos alegam que a divisão defendida vai beneficiar grupos da elite pecuária e industrial de Carajás. É certo que grandes empresários que se instalaram nessa região estão atuando fortemente pela divisão...

R: Isto é apenas meia verdade. É certo que a elite também quer o Estado do Carajás. Porém, quem mais precisa do Estado presente na região é a população pobre, classe média. A elite põe os filhos para estudar na capital, em outros Estados. Quando precisa de atendimento de saúde também transfere para outras cidades. Há municípios no sul que não têm médico, delegado, promotor, polícia, não têm presença do poder público. É isso que queremos mudar. O debate sobre o plebiscito no Pará tem que ser democrático, legítimo, manifestar pontos de vistas e não transformar as três regiões em inimigas. 

Fonte: Diário do Pará (27.11.2011)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Salame debate problemas de frigoríficos em Itaituba



Dentro de poucos dias, os dois frigoríficos de Itaituba, Oeste do Pará, que estavam fechados por decisão judicial, voltarão a funcionar, acabando com o desassossego da população local, de cerca de 97 mil pessoas. Este foi o resultado da audiência pública, realizada nesta segunda-feira 7, na Câmara de Vereadores daquele município, a  pedido do deputado Hilton Aguiar. O deputado João Salame Neto,  líder  do PPS na Assembléia Legislativa do  Pará (Alepa), esteve em Itaituba e discutiu o problema com outros parlamentares e autoridades locais. A audiência contou ainda com a presença  do deputado Edmilson Rodrigues (Psol) e José  Megale (PSDB). 
O promotor de Justiça local, Mauriem Virgulino, o  secretário  de Meio Ambiente, Ivo Lubrina de  Castro, e o chefe de gabinete da  prefeitura, Israel Santos, também compareceram.  O Legislativo foi representado pelo vereador Peninha. O promotor disse que a Prefeitura de Itaituba e a Câmara de Vereadores não  tiveram culpa  pelo fechamento dos frigoríficos. Segundo ele, os proprietários, numa briga entre eles,  é que recorreram à  Justiça, pedindo o fechamento. Virgulino criticou a Secretaria de Meio Ambiente  do  Estado, que se manifestou oficialmente sobre a questão, dizendo que o município não tinha competência para legislar sobre o funcionamento dos  frigoríficos.
O frigorífico Frigorífico Vale do Tapajós (Frivata) fechado dia 10 de outubro,  conseguiu ordem judicial e já  estava operando quando a decisão foi tomada. 
A carne bovina representa 90% de toda a carne consumida em Itaituba. Os outros 10% são de caprinos e suínos. O fechamento foi determinação do juiz Gleucival Estevão.
O Frivata estava atuando sem a Licença Operacional (LO), que teria que ser liberada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O frigorifico foi impedido de comercializar seus produtos.
O  Frigorífico Araticum, conhecido como  Friara, também foi fechado e, com isso, os açougues da cidade passaram a se abastecer de carne bovina em Santarém, a  350 quilômetros de distância,  na foz do Tapajós. Mas isso implicou em custos que acabaram resultando em aumento do preço final do produção a taxas  superiores até a 20%  sobre os preços normais.
O assunto foi bastante discutido durante na Câmara Municipal de Itaituba. O vereador Luís Fernando Sadeck, Peninha (PMDB), apresentou requerimento solicitando a implantação de um frigorífico municipal. A prefeitura anunciou que desapropriaria uma área para que fosse montada uma estrutura para o frigorífico municipal.
Diversos produtores rurais ficaram impossibilitados de comercializar a carne por razões burocráticas. O prefeito, Valmir Climaco de Aguiar, disse que iria faltar carne até merenda escolar, se não houvesse uma solução imediata  para o problema. 
Por  isso, a ida de deputados a Itaituba foi fundamental para superar  o impasse. Salame, aliás, há  poucos dias ajudou o seu colega Aguiar a conseguir melhoramentos para o atendimento da saúde em Itaituba.

domingo, 6 de novembro de 2011

Salame exorta PPS a se manter unido para eleições municipais


Porque tinha que se deslocar a Marabá, por volta do meio dia, o deputado João Salame Neto, líder do PPS  na Assembléia  Legislativa do  Estado do Pará (Alepa),  foi o primeiro orador no Congresso Estadual, neste sábado 5, com vista a eleger novos dirigentes e delegados para o Congresso Nacional. Salame, em primeiro lugar, diante de um auditório completamente lotado, demonstrou a sua alegria de estar constatando, na seguidas viagens  ao  interior e pela procura, cada vez maior, de interessados em ingressar no partido, que o PPS está  crescendo de forma extraordinária.Em sua opinião, a agremiação ganha com isso musculatura  para se medir,  em breve, com os chamados grandes partidos, na disputa de cargos executivos nos principais municípios do Pará, como  Belém,  Santarém e Marabá
Atualmente, 66 lideranças políticas do interior do Pará já apresentam suas pré-candidaturas às  eleições municipais do próximo ano. Esse número deve crescer  e não significa que todas serão confirmadas, pois isso depende das negociações com outros partidos. “O PPS aparece como uma luz no fim do túnel para aqueles que estão descrentes dos políticos,  por  conta dos escândalos que se  sucedem em todos os níveis. E o é por causa da atuação de  seus  integrantes, como o camarada Arnaldo Jordy, um político sério, acima de qualquer suspeita. Não é por outra razão que foi um dos mais votados para deputado federal.Sua  atuação na  Assembléia Legislativa o credenciou para um vôo mais alto e está  fazendo bonito. Da minha  parte, que fiquei sozinho na Assembléia, procuro seguir as diretrizes  do partido e defender o interesse público.  O PPS não se envolve em bandalheiras, não rouba  o dinheiro  público, por isso está ganhando o reconhecimento da população”.
Salame ainda fez referências ao vice-governador Helenilson Pontes, pertencente ao PPS, que surge  como nova lideranças no Baixo Tocantins e região do Tapajós. “O PPS é um  partido extremamente  democrático, podendo fazer alianças com o PT,  com o PSDB, com o PMDB, dependendo as circunstâncias locais. Não temos essa de  dizer  não coligamos com o partido X por  isso, por isso e por aquilo. No município, a realidade é  diferente. E temos que seguir a  vontade do  povo.  Mas não é  por isso  que vamos  tolerar bandalheira. Já   expulsamos do PPS  governador, deputado,  ministro, prefeito, vereador, enfim, todos aqueles  que transgrediram as normas do partido”.
O deputado também exortou os seus correligionários a seguirem unidos até  a eleição de 2012, para prefeitos e vereadores.  Fez uma alusão especial  à  campanha pela  criação dos estados de Carajás e Tapajós, e pediu que os militantes do PPS não  descambem  para  o passionalismo  e  criem inimizades  pessoais por causa dessa questão. 
“Todo  mundo sabe que presido a Frente Parlamentar Pró-Carajás, que defende a criação  de Carajás;  e sabe, também, que o deputado Arnaldo Jordy  é  contra essa divisão. Cabe a nós respeitarmos uns aos  outros, ouvir suas  teses  e defender o nosso ponto de vista. Depois  do dia 11 de dezembro  ( data do plebiscito para  decidir sobre  a criação do dois novos estados) temos que estar  todos juntos,  sem ressentimento, com  a decisão a  que o povo tiver  chegado”.
Salame também  agradeceu a  acolhida  que tem tidos em todos  os municípios  visitados por ele, seja com o objetivo de organizar diretórios do PPS, seja para divulgar a tese acerca dos novos estados. “Por onde tenho passado, a recepção é fantástica, revelando que o povo, seja de que lado for, confia no nosso trabalho,” afirmou. 
Também esteve presente ao evento o secretário  de Saúde, Hélio Franco, que compôs  a Mesa, ao lado de Salame, Jordy e outros dirigentes  do partido.

sábado, 5 de novembro de 2011

Salame diz no Bom Dia Pará porque Carajás é viável


Na próxima terça-feira 8, o presidente da Frente Parlamentar Pró-Carajás, deputado João Salame Neto (PPS) será o entrevistado do Bom Dia Pará, da TV Liberal, acerca da  proposta de criação de novos estados. Além  de Carajás, também será decidido no plebiscito de 11 de dezembro, a criação do Estado de Tapajós. O programa vai ao ar às 7h. Salame vai dizer aos telespectadores que, ao contrário do que afirmam os adversários da ideia, ambos os novos estados são perfeitamente viáveis e até o Novo Pará sairá ganhando enormemente, do ponto de vista econômico e  político.
A tese que os integrantes da frente advogam é que a administração pública estadual não dispõe dos meios institucionais, financeiros e administrativos para administrar um  território continental como o Pará atual. Com a divisão, não só a área a ser administrada ficará restrita a 17% como haverá mais recursos, oriundos do FPM,FPR e ICMS. A  região do Novo Pará ficará com 78 municípios e ainda assim será do tamanho de São Paulo. 
Salame exibirá números oficiais que confirmam a viabilidade econômica das novas unidades federativas. "Todos  os  estados criados nos últimos sessenta anos estão melhores do que eram antes e até superam o  Pará em termos de Índice de Desenvolvimento Humano", afirma o deputado que está em permanente articulação para ver a vitória  do  SIM. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Record News entrevista Salame nesta sexta-feira


Quem, por ventura, ainda tem alguma dúvida sobre os benefícios, para a população em geral, que advirão com a criação dos Estados de Carajás e Tapajós, conforme proposta aprovada no Congresso Nacional, terá, nesta sexta-feira, às 11h, uma ótima oportunidade para dissipá-las de uma vez. Neste horário, o deputado João Salame Neto, líder do PPS e  presidente da  Frente Parlamentar Pró-Carajás, instituída  para  defender a criação do Estado de  Carajás,  será  entrevistado pelo apresentador Waldo Souza, na Record News, dentro do programa Alerta Geral, líder de audiência  na capital  paraense e nos diversos municípios para os  quais  é transmitido.
Além das  explicações que prestou, a título de resposta aos questionamentos feitos por Waldo Souza, João Salame também entregou à produção do programa farta documentação na qual o próprio governo atual do Pará reconhece a viabilidade das duas novas unidades federativas. Não será possível a participação de telespectadores, uma vez que  o programa foi gravado na terça-feira. Mas, João Salame, calejado jornalista e  atuante parlamentar, conseguiu passar, ao longo da entrevista, que durou cerca de 15 minutos, todas as  informações às dúvidas mais recorrentes, tais como de onde virão os recursos para  a instalação  dos novos estados e  para a manutenção da máquina administrativa.
A mensagem mais  importante deixada pelo deputado diz respeito ao aumento da presença do Estado nas três  unidades federativas que resultarão do processo emancipacionista, a  melhor qualidade de vida que isso propiciará  à população em geral, o surgimento de oportunidades de trabalho de  negócios para o Novo Pará, Carajás e Tapajós e o aumento das cotas-parte do ICMS (Imposto Sobre Mercadorias e Serviços). 
Quem  julgar que ainda precisará de informações e detalhes acerca da viabilidade econômica de Carajás e Tapajós pode entrar em contato com o próprio deputado  por meio das redes sociais ou pelo email joaosalame@gmail.com

Causas dos problemas do Pará: João Salame faz palestra para estudantes de Direito


Caso não sejam criados mecanismos capazes de mudar o seu destino econômico atual – de  almoxarifado do  Brasil e do mundo -, o  Pará,  segundo maior Estado brasileiro em extensão territorial, com mais de1,2 milhão de quilômetros quadrados, estará fadado a  viver em perpétua contradição: em tese, ser o dono das  maiores  reservas minerais do Planeta; detentor demais de 50% dos atrativos turísticos da Amazônia; dono de  rica diversidade biológica, inserido  na  maior bacia de água doce do mundo, cujo potencial hidrelétrico é incalculável, mas mergulhado em problemas  sociais  gravíssimos, com extrema violência, baixa qualidade do ensino em todas as etapas da formação do estudante,  e oferecendo atendimento médico-hospitalar precário, só comparável com países  africanos bem primitivos. Pior ainda: com tendência a uma degradação cada vez maior dessa situação.

Isso é o que se depreende da avaliação feita pelo deputado João Salame Neto, líder do PPS na Assembléia Legislativa (Aelpa), e presidente da Frente Parlamentar Pró-Carajás. Esta frente está empenhada na defesa da criação do Estado de Carajás, que ainda  depende da  realização de plebiscito, marcado para 11  de dezembro  próximo, do referendo da Alepa, da aprovação do Congresso Nacional e da sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Se todas essas etapas forem vencidas, o Estado de Carajás será, finalmente, criado,  compreendendo  as  regiões Sul e Sudeste do Pará ou os  38 municípios  integrantes da Amat (Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins). As principais cidades dessas regiões são Tucuruí, Marabá, Redenção,  Xinguara, Parauapebas e Curionópolis.


E por que o deputado pensa assim?

Ele mesmo explica: “Porque não há mágica capaz de fazer o governo federal injete mais  recursos no Estado, cuja capacidade de endividamento está se  esgotando, pois todos os governadores, desde a  redemocratização do país, têm recorrido a empréstimos  internos e externos. O atual, já tomou quase um bilhão de reais, porque não tem realmente recursos para investimentos em infraestrurura. Recentemente, a Alepa aprovou um empréstimo de R$  266  milhões. Essa situação é decorrente da relação colonialista que a União mantém com o Pará, historicamente.  Nossas  principais  matrizes de riquezas – mineração, geração de energia e extração de madeiras - não nos deixam praticamente  nada de impostos ou qualquer outro  tipo de compensação, para fazer frente às demandas sociais cada vez maiores, que essas  próprias atividades geram, ao atrair fortes correntes migratórias. O minério de ferro exportado pela Vale é desonerado pela famigerada Lei Kandir, que  é boa  para o Brasil,  que se torna mais competitivo no mercado internacional, mas é péssima  para  os  paraenses, para o governo  do Estado, pressionado incessantemente por mais educação, mais segurança, mais saúde pública, mais serviços de toda ordem, sem poder atender. A Vale  paga menos imposto que qualquer um de  nós. A geração de energia também deixa  muito pouco e cria muitos problemas. Deixa pouco porque o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) é pago no Estado consumidor. E quais são os maiores consumidores?  Os  estados do  Sul e Sudeste -  São Paulo, Manas Gerais, Rio de Janeiro.  A relação é tão perversa que municípios cortados pelo linhão ( de transmissão de energia)  de Tucuruí até pouco tempo não recebiam energia  da  hidrelétrica. E a mesma coisa vai acontecer com a hidrelétrica  de  Belo Monte e com todas as outras projetadas para  Tapajós, Tocantins, Araguaia e Xingu.  A exploração do potencial  madeireiro foi interrompida pela Lei Ambiental que fechou a maioria das  serrarias  da região,  gerando um  desemprego sem precedente no setor. No Pará, mais  de duzentas mil pessoas  viviam dessa atividade. Bem,  não sou contra a preservação das  florestas, mas a maneira  como o Ibama  atuou é  que é questionável...

Essas considerações do deputado João Salame Neto foram feitas na  noite de  terça-feira, no auditório da Fibra – Faculdades Integradas Brasil Amazônia, no centro de Belém, para  uma platéia demais de 200 alunos do curso de  Direito.  Salame foi até lá para participar de  uma palestra sobre a criação dos Estados de Carajás e  Tapajós que contou, ainda, com a participação  do também deputado estadual Edílson Moura (PT).

O  líder do PPS foi claro  e  objetivo: “Sem um mecanismo constitucional forte, os governadores e prefeitos do atual Estado do Pará vão continuar eternamente dependendo dos humores do Palácio do Planalto. Por que Almir Gabriel é considerado o melhor  governador do Pará  dos  últimos 30 anos, pelo menos? Porque era  amigo pessoal do presidente Fernando Henrique e conseguiu que fossem feitos investimentos pesados no  Pará,  como o  novo aeroporto, a  avenida Júlio César,  o  tramoeste (linhão de Tucuruí para Itaituba), Estação das Docas, Casa das Onze Janelas etc.  E, mesmo assim, quando quis voltar ao governo, quatro anos  depois de ter passado o cetro ao seu principal colaborador, Simão Jatene, foi barrado. Jatene já não conseguiu as mesmas proezas, porque pegou um governo federal adversário do seu partido, que não lhe dava o mesmo tratamento que Almir tinha da  parte  de  FHC. O  povo elegeu Ana  Júlia Carepa, do mesmo partido do então presidente Lula, para suceder a Jatene. E ainda assim  ela  não  conseguiu se reeleger. Foi incompetência? Não, não acredito, apesar de ter apoiado o governador atual, desde o primeiro momento, antes mesmo que o partido dele, o PSDB, tivesse se definido entre Jatene e Almir Gabriel. Foi, simplesmente, falta de recursos para  atender a  todas as demandas populares e o povo está cada vez mais exigente e mais informado.

Qual é a solução para essa sinuca de bico?

Na mesma palestra-debate João Salame deu a orientação que julga capaz  de  melhorar a qualidade de vida  das pessoas que vivem tanto na região de Carajás, quanto na região do Tapajós e na região  que chama de Novo Pará – compreendendo 78 municípios,entre os quais Belém, Castanhal, Bragança e Barcarena: a criação  de dois novos estados. E apontou mais motivos para que o plebiscito seja favorável à idéia: “todos os estudos sérios feitos até hoje, incluindo o Idesp, indicam que os novos estados são viáveis e que o Novo Pará vai ganhar muito mais com isso. Por outro lado, todos os estados criados nos últimos sessenta anos apresentam um Índice de Desenvolvimento Humano melhor que o  do Pará.Tocantins, criado em 1988, já está um ponto à frente do Pará  e quando foi criado era o  calcanhar de Aquiles de Goiás: a  região era conhecida  como Bico do Papagaio e era uma das mais violentas do  país. Todo dia  matavam um padre, um freira, um líder rural ou um  camponês sem-terra. Com o Estado,o Bico do  Papagaio saiu das manchetes, porque houve chegou mais Polícia, mais Justiça, Defensoria Pública, serviços de  saúde,educação,transportes. Tocantins, que tinha 200 quilômetros de estrada pavimentados,  hoje tem seis  mil;não tinha nenhum estudante  universitário, hoje tem vinte  mil”.

Salame disse ainda que dos trinta municípios mais violentos do Brasil, sete ficam no  Sul  e Sudeste do Pará. O líder  do ranking é Itupiranga; Marabá está na quarta posição, seguindo de: Goianésia do Pará  (6º), Rondon do Pará (14º), Tailândia (21º),  Tucuruí (26º)  e Novo  Repartimento (30º). O Pará tem oito entre  os trinta, contando com  Ananideua (28º no ranking). 

Esse quadro,segundo o deputado, não vai ser revertido  com o Pará permanecendo do tamanho atual. “Desde 1982, o contingente policial do Pará praticamente permanece o mesmo, passando de12 mil para cerca de15 mil. A Região Metropolitana de Belém tem um policial para cada grupo de 206 habitantes.É pouco, considerando  as recomendações internacionais. Mas, é muito,comparando-se  com a realidade do Sul e Sudeste do Pará. Lá,são 768 habitantes para cada policial. Considerando-se que a população cresce em proporção geométrica,  essa relação tende  a aumentar, a ficar mais estarrecedora, sem que o governo possa fazer coisa alguma. Não por má vontade, mas  porque vai esbarrar sempre na Lei Responsabilidade Fiscal, que determina que o  Executivo não pode gastar mais de 54% do que arrecada com pagamento de pessoal. O que o governador vai fazer? Tirar policiais de Belém. A Região Metropolitana de Belém (RMB) já é muito violenta – vide o caso de Ananindeua, o 28º  município mais violento do Brasil, num  universo demais de cinco mil municípios -, se  formos tirar policias dela para enviar para o  Sul e Sudeste, serão dois erros seguidos: não vamos resolver o problema do  Sul e Sudeste e vamos deixar a RMB  mais ainda. Então, a saída é  criar dois novos estados.        

Salame apresentou dados também sobre o crescimento do PIB, do ICMS de cada  município e destacou o fortalecimento político da região,  que passará a  contar com mais 48 deputados estaduais, 18 federais e nove senadores.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Áudio da entrevista no JL1

Confira o áudio da entrevista que o deputado João Salame acabou de conceder no Jornal Liberal 1ª Edição:

Clique nos links abaixo para fazer o download

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Salame participa hoje do programa Argumento

Deputado João Salame participa hoje do Programa Argumento com Mauro Bonna, na TV RBA, às 21h30. Não percam!

domingo, 21 de agosto de 2011

Salame debate questões regionais



Porque tinha compromissos inadiáveis em sua região, o sudeste do Pará, o deputado João Salame Neto não participou de todas as discussões. Mas foi ele quem fez o primeiro discursos político do Encontro Amazônico do PPS (Partido Popular Socialista), que se realizou nesta sexta-feira 19,  na Câmara Municipal de Belém, reunindo algumas lideranças nacionais e centenas de militantes e simpatizantes de vários municípios do Pará e de outros estados. 
O líder socialista na Assembléia Legislativa do Pará enfatizou que o PPS precisa continuar avançando com políticas públicas sérias nos setores em que tem participação no governo do Estado, justamente para fazer a diferença. O PPS, lembrou Salame, tem a obrigação de lutar para transformar a realidade adversa às populações mais  carentes, sem nunca trair o povo que vem aumentando sua confiança na agremiação a todo pleito. 
Salame cutilou com veemência os políticos que se servem dos cargos eletivos para auferir benefícios próprios, negligenciando o compromisso com o povo. Lembrou, por exemplo, que, apesar de o PPS ser da base do governo, e de ter sido vice-presidente da Assembléia legislativa no período em que ocorreram desvios de recursos públicos, ora sob investigação do Ministério Público, fez-se signatário do pedido de CPI para investigar as irregularidades. “Isto porque não tenho nenhum  envolvimento com falcatruas de nenhum tipo”, aludiu 


Salame colocou o seu mandato à disposição de todos os simpatizantes do PPS, saudou o deputado federal Arnaldo Jordy como candidato à  Prefeitura de Belém, em 2012, e disse que não está muito disposto a concorrer à Prefeitura de Marabá, embora apareça em terceiro lugar nas pesquisas e com uma baixa taxa de rejeição. 
Durante o dia desenvolveu-se um ciclo de debates sobre e temas de interesse do Estado e da região amazônica. Vários outros encontros temáticos serão realizados com objetivo de esclarecer a população, a partir do testemunho político e das administrações municipais de todos os pontos da Amazônia. (Leia mais sobre o evento no portal do PPS)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Salame repele panfleto sobre intervenção em Serra Pelada

Está circulando, no sudeste do Pará, um panfleto mentiroso e irresponsável, apregoando a destruição de Serra Pelada. A divulgação do panfleto apócrifo foi atribuída, levianamente, ao deputado João Salame Neto, líder do PPS na Assembléia Legislativa. Por conta disso, a Cooperativa dos Mineradores do Garimpo de Serra Pelada (COOMIGASP) anunciou a possibilidade de vetar a visita a Serra Pelada da Comissão de Deputados Estaduais, proposta por João Salame, destinada a investigar possíveis maracutaias no contrato firmado entre a cooperativa e a empresa canadense Colossus, para exploração mecanizada do ouro existente naquele garimpo, além de querer saber qual a destinação do saldo do dinheiro da venda do ouro a ser produzido.
Em blog de responsabilidade de Tony Duarte, porta voz do presidente da COOMIGASP, Gessé Simão, o deputado João Salame é responsabilizado pela divulgação do dito panfleto no qual pregaria “a destruição da mina de Serra Pelada”.
De acordo com o blog Hiroshi Bogea, “o panfleto, em verdade, foi distribuído na região por outro protagonista famoso de Serra Pelada, Luiz da Mata, que trava briga com a COOMIGASP por ocupação de espaço perdido entre os garimpeiros”.

João Salame, ouvido pelo blog acima citado, disse desautorizar o teor do panfleto, adiantando, inclusive, que vai processar João da Mata por usar seu nome na confecção do documento apócrifo. Além disso, Salame redigiu uma nota oficial sobre a questão. Leia abaixo a mesma:
Nota Oficial do Deputado João Salame
Foi com surpresa que recebi a notícia que está circulando um panfleto no Sul do Pará convidando os garimpeiros de Serra Pelada, para, no dia 22, “interditar o garimpo”. O panfleto estaria assinado pelos senhores Luiz da Mata e João Amaro Lepos.
Num informativo da AGASP – Associação dos Garimpeiros de Serra Pelada, o referido panfleto é reproduzido e, em editorial, a entidade afirma que estou me unindo a baderneiros. Questiona também porque eu não assino a proposta de CPI para investigar os escândalos que ocorrem na Assembléia Legislativa do Estado. Diante desses fatos quero fazer os seguintes esclarecimentos:
01-Desautorizo qualquer entidade ou liderança, de oposição ou situação, a usar o meu nome no que se refere ao Garimpo de Serra Pelada;
02-Com todo respeito aos senhores Luiz da Mata, João Lepos, Jessé Freire, Tony Duarte e outras lideranças garimpeiras, não sou instrumento de nenhum deles;
03-Não tenho interesses econômicos, políticos ou profissionais envolvendo o Garimpo de Serra Pelada;
04-Faço parte de uma Comissão para ajudar o Garimpo de Serra Pelada a resolver seus problemas, de forma pacífica, a garantir os direitos da ampla maioria dos garimpeiros, muitas vezes manipulados por falsas lideranças;
05-Desautorizo qualquer convocação para interditar o Garimpo ou promover qualquer tipo de conflito. Nossa ida a Serra Pelada é para ouvir a Coomigasp, a Mineradora Colossus, os moradores de Serra Pelada, as entidades, o prefeito e vereadores do município, em busca de apoio ao garimpo e ajudar na busca de ações positivas do Governo do Estado para as demandas daquela sociedade;
06-Nosso objetivo não é afugentar investidores. Ao contrário. É fazer o garimpo produzir e garantir que os direitos da grande maioria dos garimpeiros sejam respeitados. Garantir que o lucro será distribuído para a grande massa de garimpeiros. Não para ser instrumento da disputa de grupos pelo comando do garimpo;
07-Temos mantido um diálogo respeitoso com a Coomigasp, com a Colossus, com as autoridades do município e com todas as entidades que nos procuram. Sem emitir nenhuma posição ou juízo de valor, pois não conhecemos a fundo os problemas do Garimpo, o que só irá ocorrer após nossa visita;
08-A propósito, quero informar que apenas 10 (dez) deputados assinaram a proposta de CPI para apurar os escândalos da Alepa e eu fui um dos primeiros a subscrever esse pedido, por entender que qualquer desvio de dinheiro público deve ser rigorosamente apurado;
09-Manteremos nossa visita a Serra Pelada, até porque o panfleto pode ter o objetivo de impedir nossa ida ao garimpo. Mas pra demonstrar que não somos instrumento de ninguém e para evitar tumultos, a data do dia 22 está suspensa. A nova data da visita da comissão de deputados será no dia 17 de Setembro e não será prorrogável. Vamos lá para ajudar o garimpo e os garimpeiros de Serra Pelada. Para que o empreendimento funcione em favor dos garimpeiros. Não para tumultuar.
10-Essa nova data foi definida em comum acordo com a Casa Militar do Governo do Estado. Estaremos acompanhados de um destacamento da Polícia Militar, para garantir que nenhum conflito ocorra e que a visita sirva para ajudar os garimpeiros de Serra Pelada a explorar a mina e ser beneficiados com o produto dessa exploração;
11-Por fim, daqui pra frente, como antes, nenhuma liderança ou entidade garimpeira, de oposição ou de situação, está autorizada a utilizar meu nome. Para nada.
Belém, 09 de Agosto de 2011.
Deputado João Salame – Líder do PPS

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Deputado João Salame contra o bullying

“Entendemos que, ao prevenir e combater o bullying, a escola estará contribuindo de maneira decisiva para a formação de cidadãos respeitosos e conscientes do papel que devem desempenhar na sociedade enquanto protagonistas do seu próprio destino e responsáveis pela harmonia social. Assim, pela relevância da matéria, submetemos  proposição a esta Casa de Leis, com o intuito de oferecer a nossa contribuição para o enfrentamento do bullying na rede de ensino pública estadual”.
É assim que o deputado João Salame, líder do PPS na Assembléia Legislativa (Alepa), justifica a apresentação de um Projeto de Lei que dispõe sobre a obrigatoriedade da realização de CAMPANHAS E ACOMPANHAMENTO SÓCIO-EDUCATIVO, visando a prevenção, diagnose e combate ao bullying escolar nas unidades de ensino da rede pública no âmbito do Estado do Pará e dá outras providências. Caso o projeto seja aprovado, terá que ser sancionado pelo governador Simão Jatene.

BULLYING, em tradução livre do inglês quer dizer “tiranete”, “valentão”. O  termo tem sido usado nominar atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos,  com o objetivo de intimidar ou agredir a outro indivíduo ou grupo de indivíduos,  incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma.

A maior incidência deste fenômeno ocorre em Instituições Educacionais, geralmente entre crianças de 7 a 18 anos. Todavia,, possui ainda a propriedade de ser evidenciado em todos as lugares e situações em que ocorram relações interpessoais. Diversos pesquisadores de todo o mundo vem se ocupando deste tema, que tem crescido alarmantemente e atingido faixas etárias cada vez mais distintas, assolando também o ensino superior

Caminhada contra a corrupção

No último sábado, aconteceu em Belém uma caminhada, organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pará, contra a corrupção na Assembléia Legislativa do Estado. Uma caminhada bastante diversificada, com muitos movimentos sociais, jovens, caras pintadas, faixas e palavras de ordem exigindo punição aos responsáveis pelo desvio do dinheiro público.  O Partido Popular Socialista esteve presente, e junto com a sociedade civil clamou pelas assinaturas necessárias à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para apuração dos atos da Casa Legislativa.

Segundo a OAB/PA, cerca de oito mil pessoas já subscreveram o abaixo assinado, cujo objetivo é  requisitar ao Ministério Público o pedido de prisão preventiva e o sequestro dos bens de todos envolvidos nos os desvios da ALEPA. A coleta de assinaturas se estenderá até o dia 10 de junho e pode ser feita pela internet, clicando aqui. O Presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Jr.,  disse: “Este é um ato de afirmação da cidadania do povo do Pará. Povo esse que está cansado de tanta corrupção e desrespeito por parte de seus líderes. É um ato de resistência, um ato de luta pela dignidade do povo paraense e a OAB está unida com a sociedade em torno deste ato”. 

O deputado João Salame (PPS), que não pôde participar do ato em virtude das comemorações das comemorações de 50 anos de casamento de seus pais, em Marabá, não só assinou a CPI para apuração das fraudes na ALEPA, como afirmou: "Sou a favor de qualquer ato ou manifestação que proteste contra a corrupção". O deputado lembrou ainda que o PPS apresentou uma série de medidas para a moralização da ALEPA as quais foram quase todas adotadas pelo Presidente da Casa, o deputado Manoel Pioneiro e que independentemente das demais ações para apuração das fraudes, o PPS avalia que a CPI ajudaria neste processo.



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Foto: OAB/PA


Foto: OAB/PA