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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Jornalistas debatem divisão territorial do Pará


Uma estratégia de desenvolvimento regional ou projetos oligárquicos de dominação? Este será o tema do debate que o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor) promoverá hoje, às 19h, no Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA), na Praça Barão do Rio Branco, em Belém. O debate será aberto ao público.

Já confirmaram presença os deputados Edmilson Rodrigues (PT) e Zenaldo Coutinho (PSDB), da frente contra a divisão do Estado, e João Salame (PPS) da frente pela criação do Estado de Carajás, e o deputado Lira Maia (Dem) da frente pela criação do Estado do Tapajós.

Como técnicos, participam do debate Célio Costa, economista com mestrado pela UnB/UFG, autor dos livros Fundamentos para Criação do Estado do Tocantins (1987) e Assimetrias Regionais no Brasil - Fundamentos para Criação do Estado de Carajás (2011); Manuel Dutra – Jornalista e Professor da Universidade Federal do Pará, que desenvolveu estudos sobre o Estado do Tapajós; Edir Veiga – Mestre e Doutor em Ciência Política, professor da Universidade Federal Pará, Contrário à divisão do Pará; e o advogado Robério d’Oliveira –Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB/PA) que fará uma análise jurídica e tramitação do processo pós-plebiscito, no caso de aprovação de um ou dos dois novos Estados. Um técnico do Idesp (Instituto de Desenvolvimento Social e Ambiental do Pará) também foi convidado mas ainda depende de confirmação.

O debate será mediado pelo jornalista Raimundo Sena, secretário de Interior do Sinjor. A presidente do sindicato, Sheila Cristina Faro fará a abertura do evento.

A participação de políticos se dará na mesa de abertura e na coletiva de imprensa programada para o final do evento, uma vez que o Sinjor decidiu fazer um debate centrado nos técnicos por entender que, como formadores de opinião, os jornalistas devem obter informações técnicas corretas e imparciais para qualificar a cobertura do evento.

Os técnicos palestrantes terão 25 minutos para sua apresentação. A coletiva será aberta, aos profissionais de comunicação social dos veículos impressos e eletrônicos, inclusive blogs e sites.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Caminhada contra a corrupção

No último sábado, aconteceu em Belém uma caminhada, organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pará, contra a corrupção na Assembléia Legislativa do Estado. Uma caminhada bastante diversificada, com muitos movimentos sociais, jovens, caras pintadas, faixas e palavras de ordem exigindo punição aos responsáveis pelo desvio do dinheiro público.  O Partido Popular Socialista esteve presente, e junto com a sociedade civil clamou pelas assinaturas necessárias à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para apuração dos atos da Casa Legislativa.

Segundo a OAB/PA, cerca de oito mil pessoas já subscreveram o abaixo assinado, cujo objetivo é  requisitar ao Ministério Público o pedido de prisão preventiva e o sequestro dos bens de todos envolvidos nos os desvios da ALEPA. A coleta de assinaturas se estenderá até o dia 10 de junho e pode ser feita pela internet, clicando aqui. O Presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante Jr.,  disse: “Este é um ato de afirmação da cidadania do povo do Pará. Povo esse que está cansado de tanta corrupção e desrespeito por parte de seus líderes. É um ato de resistência, um ato de luta pela dignidade do povo paraense e a OAB está unida com a sociedade em torno deste ato”. 

O deputado João Salame (PPS), que não pôde participar do ato em virtude das comemorações das comemorações de 50 anos de casamento de seus pais, em Marabá, não só assinou a CPI para apuração das fraudes na ALEPA, como afirmou: "Sou a favor de qualquer ato ou manifestação que proteste contra a corrupção". O deputado lembrou ainda que o PPS apresentou uma série de medidas para a moralização da ALEPA as quais foram quase todas adotadas pelo Presidente da Casa, o deputado Manoel Pioneiro e que independentemente das demais ações para apuração das fraudes, o PPS avalia que a CPI ajudaria neste processo.



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Foto: OAB/PA


Foto: OAB/PA