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sábado, 25 de junho de 2011

Deputado mostra luta da CPI contra tráfico humano

O deputado João Salame Neto (PPS), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada na Assembléia Legislativa do Pará (Alepa), com o objetivo de investigar denúncias sobre tráfico de pessoas no Estado, apresentou, na sexta-feira, um breve relatório das atividades da comissão aos participantes do Seminário sobre Tráfico de Pessoas realizado pela Comissão de Justiça e Paz do Regional Norte 2 da CNBB, que termina neste domingo, no Hangar Centro de Convenções. O evento trouxe a Belém a atriz paraense Dira Paes e outros artistas, além de religiosos de várias partes do Pará.

"Tráfico de Pessoas é Crime!” Este é o principal alerta do seminário, cujo intuito é desenvolver um debate amplo e conscientizar a sociedade sobre este ato criminoso. Segundo os dados da Organização Internacional do Trabalho quase um milhão de pessoas são traficadas com a finalidade de exploração sexual. A atividade chega a movimentar US$ 32 bilhões por ano.

O Pará encontra-se em uma das rotas de tráfico humano. O caso mais recente noticiado pela mídia nacional, em fevereiro deste ano, foi quando a Polícia Civil de São Paulo invadiu duas pensões na capital paulista e encontrou mais de 100 travestis obrigados a servir uma rede de prostituição. Pelo menos 90% deles são paraenses.
A polícia chegou ao esquema a partir de um Boletim de Ocorrência feito, em Belém, para registrar o desaparecimento de um adolescente de 17 anos. Este caso motivou a instalação de uma CPI presidida por João Salame. Na semana passada, ele liderou uma visita a São Paulo para verificar in loco  as denúncias recebidas, inclusive acerca do alciamento de atletas promissores do Pará para equipes do interior paulista.
Diante de vários acontecimentos o seminário busca discutir e intensificar as ações de prevenção e enfrentamento, debater sobre a implementação do Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado do Pará e propor que o assunto seja tema para a Campanha da Fraternidade de 2013.
O líder do PPS mostrou a preocupação da CPI com esses dados e disse que um município próximo a Belém, com um grande porto, tem sido alvo de um novo tipo de crime relacionado ao tráfico humano. A CPI recebeu denúncias de que rotineiramente desembarcam neste porto homens europeus com a missão de engravidar mulheres daquele município, para que, mais tarde, possam levar os filhos, principalmente para países do Leste Europeu. Aparentemente tudo é feito legalmente, porque as mães até viajam para a Europa, mas depois que a adoção é feita elas são descartadas, embora muitas vezes, recompensadas. Há informações de que só uma mulher já teve oito filho nesse esquema.
O deputado federal Arnaldo Jordy também participou do evento e colocou os participantes a par das ações que vem sendo realizadas na Câmara e no Senado, para que esse tipo de crime possa ser coibido. 
A atriz Dira Paes fez um apelo comovido para que os governantes adotem mecanismos capazes de acabar com o tráfico humano e outros atentados aos direitos humanos.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Salame participa de Seminário da CNBB sobre Tráfico Humano

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico Humano, instalada na Assembléia Legislativa. deputado João Salame Neto (PPS), confirmou pressença Seminário sobre Tráfico de Pessoas, que a Comissão de Justiça e Paz (CJP),  do Regional Norte 2 da CNBB realizará nesta sexta-feira 24, Centro de Convenções da Amazônia – Hangar - Belém, com início previsto para as 9h. O evento prosseguirá no sábado 25, terminando às 18h de domingo 26, às 18h.  Haverá a participação de várias entidades não-governamentais (ONGs)  e Instituições públicas, dentre eles o Movimento Humanos Direitos (MHud) representado pelas atrizes Dira Paes, que é paraense; Letícia Sabatella, Camila Pitanga; Eduardo Tornaghi, padre Ricardo Rezende e Salate Hallach.
O padre Ricardo Rezende tem uma experiência extraordinária nessa questão, pois dirigiu a Comissão Pastoral da Terra, em Conceição do Araguaia, no auge dos conflitos pela posse da terra, no sul e sudeste do Pará; deu refúgio a muitas lideranças sindicais ameaçadas de morte pelos latifundiários e ele mesmo encabeçava uma longa lista de pessoas marcadas para morrer. Nessa época foram executados Os irmãos Canutos, uma freira, o advogado Pimenta e dezenas de trabalhadores rurais. Rezende escapou das ameças porque saiu da região a tempo, mas testemunhou muitos sequestros e escravidão de trabalhadores sem-terra.
João Salame, tanto como parlamentar quanto como militante partidário e sindical, tem sido um combatente do tráfico humano. Por isso aceitou presidir a CPI instalada na Alepa desde 22 de março. Há uma semana esteve em São Paulo (confira matérias a respeito neste blog) tratando da questão junto à Assembléia Legislativa daquele Estado e do promotor da Infância e da Juventude Praia Grande, Carlos Cabrera, porque atletas paraenses foram traficados para clubes paulistas e abandonados ao deus-dará.
A CPI do Tráfico Humano já identificou três linhas de atuação dos criminosos envolvidos com essa prática: uma envolve justamente atletlas com futuro promissor no futebol, cujos pais são ludibriados por falsos empresários e permitem que vão para outros estados tentar a carreira futebolística; outra é de prostitutas para a Guiana Francesa, Suriname, Europa e até países do norte da África; e a terceira envolvendo travestis, tanto para São Paulo quanto para países europeus. É sobre isso que João Salame vai discorrer em seu pronunciamento, posicionando a sociedade acerca das atividades da CPI.


Debates em torno do problema
"O Tráfico de Pessoas é Crime!"
Com o intuito de desenvolver um debate amplo e conscientizar sobre este ato criminoso esse será o fulcro dos debates no Seminário sobre Tráfico de Pessoas,  realizado pela Comissão de Justiça e Paz do Regional Norte 2 da CNBB.
Segundo os dados da Organização Internacional do Trabalho quase 1 milhão de pessoas são traficadas com a finalidade de exploração sexual. A atividade chega a movimentar US$ 32 bilhões por ano. O Pará encontra-se em uma das rotas de tráfico humano. O caso mais recente noticiado pela mídia nacional, em fevereiro deste ano, foi quando a Polícia Civil de São Paulo invadiu duas pensões na capital paulista e encontrou mais de 100 travestis obrigados a servir uma rede de prostituição. Pelo menos 90% deles eram paraenses.
A polícia chegou ao esquema a partir de um Boletim de Ocorrência feito, em Belém, para registrar o desaparecimento de um adolescente de 17 anos. Este caso motivou a instalação de uma CPI  presidida pelo deputado João Salame,  que visa investigar o tráfico de seres humanos dentro e fora do Estado.
Diante de vários acontecimentos,  o seminário busca discutir e intensificar as ações de prevenção e enfrentamento, debater sobre a implementação do Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado do Pará e propor que o assunto seja tema para a Campanha da Fraternidade de 2013.
O seminário será no Centro de Convenções da Amazônia – Hangar. As inscrições já começaram e podem ser realizadas na sede do Regional Norte 2 da CNBB na Tv Barão do Triunfo 3151, Marco ou pelo e-mail seminariodetrafico@hotmail.com, vagas limitadas.